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Rede Nossa São Paulo faz balanço das metas da prefeitura paulistana

A Rede Nossa São Paulo divulgou hoje o balanço das 123 metas da Prefeitura de São Paulo. A capital paulista é uma das 48 cidades brasileiras que têm o Plano de Metas como lei.* Outras seis cidades latino-americanas também têm a lei das metas aprovada.

O balanço cobre o período de 2013 a 2016 – o que representa mais de 90% do mandato do atual prefeito, Fernando Haddad. As metas estão divididas em 20 objetivos, que vão do desenvolvimento social, educação, saúde e esporte até lazer e população idosa. De todas as metas estabelecidas pela administração municipal, 19 foram superadas e 42, cumpridas. Ou seja, das 123 metas, 61 foram cumpridas. A prefeitura diz que até dezembro, quando encerra a atual administração, 74 metas terão sido atingidas. Conheça aqui o balanço apresentado hoje.

A Rede Nossa São Paulo também divulgou uma versão atualizada do Mapa da Desigualdade da Cidade. Com 40 indicadores, o mapa compara a realidade dos 96 distritos da cidade de São Paulo.

Para fazer o mapa, são comparados o pior e o melhor distrito em cada tema avaliado. O resultado é chamado de “desigualtômetro”. A quantidade de livros infanto-juvenis disponíveis na Consolação, por exemplo, é de 5,27 por habitante na faixa etária de 7 a 14 anos, enquanto no Campão Redondo esse número cai para 0,002. O que resulta numa diferença de 2.734,53 x no “desigualtômetro”. Não são levados em conta os distritos em que o índice é zero (por exemplo, dos 96 distritos da cidade, 36 deles não têm nenhum livro infanto-juvenil disponível em bibliotecas).

Para o coordenador geral da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew, “a desigualdade é a origem de vários problemas das cidades”. Em ano de eleições, a discussão é muito bem-vinda.

* Por uma iniciativa da Rede Nossa São Paulo, a capital paulista foi a primeira cidade do Brasil a aprovar uma emenda para obrigar os prefeitos a apresentarem um programa de metas quantitativas e qualitativas para cada área da administração municipal. Apresentada ao Legislativo Paulistano em agosto de 2007 e aprovada em fevereiro de 2008, a Lei do Plano de Metas de São Paulo determina que todo prefeito, eleito ou reeleito, apresentará o Programa de Metas de sua gestão em até noventa dias após sua posse.

 

 

 

 

 

 

Por um Brasil mais transparente e com participação cidadã

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A Rede Nossa São Paulo lançou nesta quarta (24/3) um aplicativo que vai permitir ao paulistano acompanhar os programas de metas da prefeitura. Qualquer pessoa vai poder usar o celular ou computador para fiscalizar as obras da cidade e ver se o que foi prometido está sendo cumprido.

O aplicativo se chama De Olho nas Metas e está disponível para apenas celulares com Androide por enquanto. No site www.deolhonasmetas.org.br também é possível acompanhar os programas da Prefeitura, que estão divididos em 20 temas – como cultura, educação, mobilidade, saúde e segurança.

No primeiro ano da gestão de Fernando Haddad como prefeito de São Paulo, ele se comprometeu com 123 metas para a cidade até 2016. O paulistano pode acessar o site e ficar de olho nessas metas fazendo pesquisas por CEP, por distrito ou por assunto. As informações são fornecidas pela Prefeitura e pelo Tribunal de Contas do Município.

O site também permite que o usuário participe de discussões específicas e receba notificações via e-mail ou SMS toda vez que algo de seu interesse seja adicionado. O De Olho nas Metas vai disponibilizar para a Prefeitura fotos e mensagens enviadas diretamente pela população. Assim, os gestores vão poder tomar decisões mais ágeis e mais embasadas.

Para entender os detalhes dessa nova “rede social”, acesse http://www.deolhonasmetas.org.br/homefuncional/faq

Plano de metas para todo o país

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A cidade de São Paulo foi pioneira no Brasil a aprovar uma emenda que obriga os prefeitos a apresentarem um programa de metas quantitativas e qualitativas para cada área da administração municipal.

Aprovada em 2008, essa emenda determina que todo prefeito deve apresentar o Programa de Metas de sua gestão em até 90 dias após sua posse. O Plano deve conter as prioridades, as ações estratégicas, os indicadores e as metas quantitativas para cada um dos setores da administração pública municipal. A lei prevê a realização de audiências públicas nos 30 dias seguintes à apresentação do Plano de Metas para dar espaço para a população entender e discutir o que será feito com a sua cidade nos próximos anos. O prefeito também deve prestar contas a cada seis meses e publicar um relatório anual sobre o andamento das metas.

A ideia com a PEC de Metas agora é levar esse exemplo de São Paulo para todas as esferas executivas do Brasil.

Caso seja aprovada, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) comprometerá os eleitos a cargos executivos a apresentar um Plano de Metas para a gestão, contendo, no mínimo o programa de governo apresentado nas eleições. Ou seja, todo prefeito, governador e presidente brasileiro eleito vai precisar ter metas claras e será cobrado por isso. É um importante instrumento de planejamento, gestão e transparência na administração pública.

A proposta vai melhorar a qualidade e a transparência da gestão pública, além de promover a participação da sociedade e o voto mais consciente.

Com a inclusão da PEC do Plano de Metas na lista de projetos a serem votados pelo plenário da Casa, agora é a hora de todos os brasileiros que sonham em melhorar a gestão pública do país encaminhem mensagens aos deputados para sensibilizá-los e aprovar a matéria.

A PEC das Metas só trará benefícios à administração pública. Para assinar embaixo dessa mudança para o país, assine essa petição.

Para saber todos os detalhes sobre a PEC de Metas, clique aqui e depois envie para os amigos.

Tá duro ser paulistano

vc está satisfeito

É… que não estava fácil todo mundo já desconfiava, mas a 6ª pesquisa IRBEM, divulgada hoje pela Rede Nossa São Paulo e Fecomercio, transformou em números a insatisfação do paulistano.

O indicador IRBEM, que mostra a percepção da população da maior metrópole do país, até melhorou (de 4,8 para 5,1), mas dos 169 itens avaliados (com notas que poderiam variar de 1 a 10), 139 (82%) ficaram abaixo da média.

As perguntas da pesquisa estão relacionados com questões objetivas de vida na cidade – saúde, educação, meio ambiente, habitação e trabalho – e também às questões subjetivas, como sexualidade, espiritualidade, consumo e lazer.

A novidade deste ano é a inclusão da crise hídrica como um fator que influencia a vida do paulistano. Oitenta e dois por cento disseram que acham que a cidade corre grande risco de ficar sem água nos próximos meses e 68% já tiveram problemas de abastecimento.

A Câmara Municipal foi avaliada como “ruim/péssima” por 55% das pessoas, que também estão insatisfeitos com outras instituições governamentais, tais como transporte e trânsito, acessibilidade para pessoas com deficiência, segurança, desigualdade social e transparência e participação política.

O Ibope – que foi a campo entre novembro e dezembro de 2014 com 1512 pessoas – fez esta análise baseada numa pesquisa chamada de Forças, Fraquezas, Oportunidades e Prioridades. As áreas com maior satisfação do paulistano são: relações humanas (nota 6,1), religião e trabalho. E as de menor satisfação são desigualdade social (nota 3,8), segurança e transparência politica.

"O prefeito Haddad inicia seu discurso falando sobre os  três pontos principais de planejamento para SP a longo prazo: 1. Renegociar a dívida com a União, 2. Trazer o PAC pra São Paulo,  3. Plano diretor "

O prefeito Haddad inicia seu discurso falando sobre os três pontos principais de planejamento para SP a longo prazo: 1. Renegociar a dívida com a União, 2. Trazer o PAC pra São Paulo,
3. Plano diretor

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que encerrou a apresentação dos dados do IRBEM nesta quinta-feira (22/1), fez uma observação que vale a pena refletir: boa parte dos problemas da cidade são de ordem comportamental, por isso, de certa maneira, são difíceis de resolver. Gasta-se, exemplificou, R$ 1 bilhão por ano para varrer as ruas. Isso é sujeira gerada pelos indivíduos e que, com mudança nos hábitos, poderia permitir que o município usasse esse montante em outras áreas.

O IRBEM foi criado pela Rede Nossa São Paulo, que em 2009 realizou a pesquisa inédita para elaborar indicadores que reúnem também aspectos subjetivos sobre as condições de vida em São Paulo.

Para acessar a pesquisa completa, clique aqui.

Uma alerta sobre a falta de água

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A falta de água não é um problema apenas para moradores de São Paulo, onde o assunto tem sido comentado nas filas de mercado, no elevador e, claro, no Facebook. A provável escassez de água já vinha sido anunciada há tempos, mas como agora as torneiras começaram a secar no Sudeste (porque quem mora no sertão nordestino sabe o que é viver sem água desde sempre, infelizmente), é hora de mudar radicalmente de atitude para que São Paulo não vire um deserto urbano.

Sobre isso, um dos conselheiros do Arapyaú e diretor da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew escreveu um texto muito interessante, que resolvemos reproduzir aqui. Presta atenção:

ALARME

A cidade de São Paulo está diante de uma catástrofe social, econômica e ambiental sem precedentes. O nível do sistema Cantareira está em cerca de 6% e segue baixando por volta de 0,1% ao dia. O que significa que, em aproximadamente 60 dias, o sistema pode secar COMPLETAMENTE!

O presidente da Sabesp declarou que o sistema pode ZERAR em março ou, na melhor das hipóteses, em junho deste ano. E NÃO HÁ UM PLANO B em curto prazo. Isto significa que seis milhões de pessoas ficarão praticamente SEM UMA GOTA DE ÁGUA ou com enorme escassez.  Não é que haverá apenas racionamento ou restrição. Poderá haver ZERO de água, NEM UMA GOTA.

Você já se deu conta do que isto significa em termos sociais, econômicos (milhares de estabelecimentos inviabilizados e enorme desemprego) e ambientais? Você já se deu conta de que no primeiro momento a catástrofe atingirá os mais vulneráveis (pobres, crianças e idosos) e depois todos nós?

O que nos espanta é a passividade da sociedade e das autoridades diante da iminência desta monumental catástrofe. Todas as medidas tomadas pelas autoridades e o comportamento da sociedade são absolutamente insuficientes para enfrentar este verdadeiro cataclismo.

Parece que estamos todos anestesiados e impotentes para agir, para reagir, para pressionar, para alertar, para se mobilizar em torno de propostas e, principalmente, em ações e planos de emergência de curto prazo e políticas e comportamentos que levem a uma drástica transformação da nossa relação com o meio ambiente e os recursos hídricos.

Há uma unanimidade de que esta é uma crise de LONGUÍSSIMA DURAÇÃO por termos deixado, permitido, que se chegasse a esta dramática situação. Agora, o que mais parece é que estamos acomodados e tranquilos num Titanic sem nos dar conta do iceberg que está se aproximando.

Nosso intuito, nosso apelo, nosso objetivo com este alarme é conclamar as autoridades, os formadores de opinião, as lideranças e os cidadãos a se conscientizarem urgentemente da gravíssima situação que vive a cidade, da dimensão da catástrofe que se aproxima a passos largos.

Precisamos parar de nos enganar. É fundamental que haja uma grande mobilização de todos para que se tomem ações e medidas à altura da dramática situação que vivemos. Deixar de lado rivalidades e interesses políticos, eleitorais, desavenças ideológicas. Não faltam conhecimentos, não faltam ideias, não faltam propostas (o Conselho da Cidade de São Paulo aprovou um grande conjunto delas). Mas faltam mobilização e liderança para enfrentar este imenso desafio.

Todos precisamos assumir nossa responsabilidade à altura do nosso poder, de nossa competência e de nossa consciência. O tempo está se esgotando a cada dia.

Oded Grajew
Rede Nossa São Paulo

 

Um pouco sobre o projeto de fundraising

Nesses últimos dias, a equipe do Arapyaú esteve envolvida na preparação dos objetivos para o próximo ano. Durante esse processo, paramos pra pensar no que fizemos de novembro de 2013 pra cá e conseguimos transformar em palavras um pouco da nossa história.

Pra coisa não ficar só na nossa memória, vamos, aos poucos, compartilhar com vcs alguns dos projetos que o Arapyaú tem tocado e, assim, aproveitamos pra espalhar as boas notícias pelo mundo.

Hoje, um pouco sobre o projeto de captação de recursos, também chamado de fundraising, encampado pela área de Liderança.

Fundrasing 

O Brasil não tem tradição na mobilização de recursos financeiros para organizações da sociedade civil. Como resultado, essas organizações operam sem resiliência financeira e enfrentam constantemente o risco de comprometer o alcance de sua missão e o impacto de seus projetos. No intuito de atacar essa questão, a área de lideranças iniciou em agosto um projeto voltado para o fortalecimento da cultura de doação e da captação de recursos no Brasil. Os objetivos são ampliar a cultura do doar entre potenciais investidores e fortalecer a atuação estratégica das organizações em fundrasing.

O projeto está sendo conduzido pelo consultor Marcelo Estraviz e visa a melhoria da performance em captação de recursos da RAPS, da Rede Nossa São Paulo e do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS); a elaboração de uma metodologia aberta para captação de recursos, que será compartilhada com outras instituições; e a formação de uma rede ampla que apoie a cultura de doação. A iniciativa já está crescendo e tem se somado a uma rede de 25 organizações que são consideradas as mais avançadas em termos de captação de recursos no Brasil. Destas, dez já estão envolvidas e participando dos encontros para a elaboração da metodologia aberta. Outras oito lideranças também estão envolvidas visando um impacto coletivo no setor.

Com esse esforço, o Arapyaú quer ampliar a existência de mecanismos, pesquisas e intercâmbio entre os profissionais envolvidos em captação de recursos e contribuir para que seus parceiros e outras organizações conquistem, nos próximos anos, maior autonomia financeira.