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Como é difícil falar sobre clima

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“Especialistas concordam que falar de forma adequada sobre as mudanças climáticas é um desa o tão grande quanto enfrentar o problema”. A frase de Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, pode soar exagerada para quem se preocupa com os efeitos do aquecimento global. Mas para os comunicadores, ativistas e outros interessados presentes ao evento “Precisamos Falar sobre o Clima”, promovido pelo OC e pelo Arapyaú na última sexta, 14 de agosto, em São Paulo, ela ajudou a explicar um sentimento experimentado por muitos: falar sobre clima de uma maneira que o cidadão entenda – e se engaje – é muito, muito difícil.

O evento, que aconteceu no auditório da FGV e teve TRANSMISSÃO ONLINE é parte de um projeto sobre comunicação e clima que está sendo conduzido este ano pelo Arapyaú. Nele foram apresentados os resultados da pesquisa feita pelo FrameWorks, um instituto independente, sem  ns lucrativos, fundado em 1999 nos Estados Unidos, e que se tornou conhecido por sua metodologia capaz de facilitar a compreensão de questões espinhosas pela população.

O estudo do FrameWorks analisou a distância entre o entendimento que os especialistas têm do assunto e a compreensão da sociedade. E apontou alguns jeitos de pensar – os chamados modelos culturais, atalhos cognitivos criados por nossas experiências anteriores – que devem ser potencializados nas comunicações sobre clima e aqueles que devem ser abandonados ou deixados para segundo plano.

O Blog do Planeta publicou uma reportagem bacana sobre os RESULTADOS DA PESQUISA. Alexandre Mansur, editor-executivo da revista Época e editor do blog, foi um dos que reverberaram a fala de Rittl no evento. “Nos últimos 23 anos eu estou tentando comunicar clima para a população, mas apesar de vários avanços, é sempre frustrante perceber que quanto mais você fala, mais a confusão aumenta”.

Para o Arapyaú, esta foi somente a primeira etapa do projeto. Os próximos passos incluem testar as recomendações do FrameWorks na prática, em conjunto com os parceiros que fazem comunicação sobre clima, e viabilizar a realização de uma etapa quantitativa da pesquisa.

No começo de outubro, um relatório com uma estratégia de comunicação será disponibilizado no site do Arapyaú. Ela será compartilhada tanto com pro ssionais da comunicação quanto com organizações que trabalham com clima e com todos os interessados.

*Na imprensa*

* População sabe que mudanças climáticas atingem os setores mais vulneráveis – Rádio CBN – Programa Cidades Sustentáveis

* Jornal da Cultura

* Como Explicar Mudanças Climáticas de Forma Poderosa – Blog do Planeta

* Transmissão online

A apresentação PPT que foi mostrada no evento

 

 

 

 

 

 

Vamos falar sobre mudanças climáticas

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Comunicar mudanças climáticas de um jeito que sensibilize e mobilize as pessoas é um desafio e tanto, não é? Como falar desse tema para os brasileiros? Queremos conversar sobre isso com você. Venha conhecer os resultados de uma pesquisa inédita do FrameWorks Institute sobre mudanças climáticas e participar do workshop.

O FrameWorks é um instituto norte-americano especializado em criar narrativas acessíveis para temas complexos a partir de pesquisas culturais. Neste estudo, investigou como os brasileiros entendem as mudanças climáticas e propõe caminhos para esta comunicação desafiadora.

As vagas são limitadas. Confirme sua presença respondendo o formulário neste link.
Quando: 14 de agosto (sexta-feira), das 9h às 12h.
Onde: FGV – auditório Itaú. Avenida Nove de Julho, 2029.
Ainda há vagas!

 

 

Pesquisa da RNSP revela como se sentem crianças e adolescente em São Paulo

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Foi divulgada ontem (23/7) os resultados da pesquisa IRBEM Criança e Adolescente. A pesquisa de percepção ouviu pela primeira vez 805 pessoas entre 10 e 17 anos e procurou entender o que pensam sobre diversas questões relacionadas à qualidade de vida na capital paulista. O IRBEM Criança e Adolescente conta com o apoio do Instituto Alana e do Instituto C&A e foi feito pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope.

O estudo aponta para alguns aspectos que revelam as consequências da desigualdade social. Entre as crianças e jovens de menor renda familiar, 21% afirmaram não usar a Internet. Enquanto no universo total de entrevistados, o índice é de 9%.

Em relação às instituições, a pesquisa revelou que as “igrejas” e o “corpo de bombeiros” são as mais bem avaliadas pelo segmento (ambas com 86% de ótimo e bom). O “Poder Judiciário” é a instituição menos conhecida (50% a conhecem) e a “Câmara dos Vereadores” a mais mal avaliada, com 26% de ótimo e bom.

No grupo das áreas que receberam as menores notas da pesquisa estão “aparência e estética” da cidade e “meio ambiente” (ambas com média de 5,3). As maiores notas foram atribuídas às áreas “acesso à Internet” (7,9), “educação” (7,3) e “relações humanas” (7,1).

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Apesar de atribuir nota abaixo de 5 para alguns dos temas pesquisados, a maioria das crianças e adolescentes tem uma avaliação positiva quando questionada sobre a qualidade de vida em São Paulo. Em uma escala de 1 a 10, em que 1 significa totalmente insatisfeitos e 10 totalmente satisfeitos, a pesquisa registrou média de 7,1.

Confira aqui os dados da pesquisa IRBEM Criança e Adolescente

O grupo Matéria Rima, que esteva no evento de lançamento, contou o Hino Nacional Brasileiro em ritmo de hip-hop, além de outras atividades culturais, como a exibição do vídeo “O que é ser jovem”. Após a apresentação dos dados da pesquisa, foi realizada uma roda de conversa com o secretário municipal dos Direitos Humanos e Cidadania, Eduardo Suplicy, a primeira-dama de São Paulo, Ana Estela Haddad e três jovens.

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Tá duro ser paulistano

vc está satisfeito

É… que não estava fácil todo mundo já desconfiava, mas a 6ª pesquisa IRBEM, divulgada hoje pela Rede Nossa São Paulo e Fecomercio, transformou em números a insatisfação do paulistano.

O indicador IRBEM, que mostra a percepção da população da maior metrópole do país, até melhorou (de 4,8 para 5,1), mas dos 169 itens avaliados (com notas que poderiam variar de 1 a 10), 139 (82%) ficaram abaixo da média.

As perguntas da pesquisa estão relacionados com questões objetivas de vida na cidade – saúde, educação, meio ambiente, habitação e trabalho – e também às questões subjetivas, como sexualidade, espiritualidade, consumo e lazer.

A novidade deste ano é a inclusão da crise hídrica como um fator que influencia a vida do paulistano. Oitenta e dois por cento disseram que acham que a cidade corre grande risco de ficar sem água nos próximos meses e 68% já tiveram problemas de abastecimento.

A Câmara Municipal foi avaliada como “ruim/péssima” por 55% das pessoas, que também estão insatisfeitos com outras instituições governamentais, tais como transporte e trânsito, acessibilidade para pessoas com deficiência, segurança, desigualdade social e transparência e participação política.

O Ibope – que foi a campo entre novembro e dezembro de 2014 com 1512 pessoas – fez esta análise baseada numa pesquisa chamada de Forças, Fraquezas, Oportunidades e Prioridades. As áreas com maior satisfação do paulistano são: relações humanas (nota 6,1), religião e trabalho. E as de menor satisfação são desigualdade social (nota 3,8), segurança e transparência politica.

"O prefeito Haddad inicia seu discurso falando sobre os  três pontos principais de planejamento para SP a longo prazo: 1. Renegociar a dívida com a União, 2. Trazer o PAC pra São Paulo,  3. Plano diretor "

O prefeito Haddad inicia seu discurso falando sobre os três pontos principais de planejamento para SP a longo prazo: 1. Renegociar a dívida com a União, 2. Trazer o PAC pra São Paulo,
3. Plano diretor

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que encerrou a apresentação dos dados do IRBEM nesta quinta-feira (22/1), fez uma observação que vale a pena refletir: boa parte dos problemas da cidade são de ordem comportamental, por isso, de certa maneira, são difíceis de resolver. Gasta-se, exemplificou, R$ 1 bilhão por ano para varrer as ruas. Isso é sujeira gerada pelos indivíduos e que, com mudança nos hábitos, poderia permitir que o município usasse esse montante em outras áreas.

O IRBEM foi criado pela Rede Nossa São Paulo, que em 2009 realizou a pesquisa inédita para elaborar indicadores que reúnem também aspectos subjetivos sobre as condições de vida em São Paulo.

Para acessar a pesquisa completa, clique aqui.