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HH: A teoria da complexidade e os desafios atuais

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A teoria da complexidade desafia a forma de pensar que propõe políticas globais para promover as mudanças em prol de um mundo mais sustentável e mais justo. Como funciona? Como podemos aplicá-la em nosso dia a dia?

Na nossa próxima happy hour, Patricia Shaw vai abordar a teoria da complexidade.

Shaw é fellow e professora do Schumacher College, no Reino Unido, e faz parte do conselho da Escola Schumacher Brasil. Há mais de 30 anos trabalha como consultora em diversas organizações.

O Schumacher College foi fundado em 1991 pelo indiano Satish Kumar e propõe um aprendizado que integra “mãos, mente e coração”. Tornou-se um centro internacional de reflexão e prática para uma vida sustentável. A escola brasileira é inspirada na escola inglesa.

Participe!
Quando: terça-feira, dia 22/11, das 19h às 21h
Onde: No Instituto Arapyaú – av. 9 de Julho, 5617, 3° andar – Itaim Bibi – São Paulo
Para confirmar presença, mande um e-mail para arapyau@arapyau.org.br.
As vagas são limitadas. O bate-papo será em inglês e não será transmitido ao vivo.

HH: a COP-22 e o Acordo de Paris. E agora?

Na nossa última happy hour, no dia 26/10, falamos sobre as expectativas em relação à COP-22, a Conferência do Clima das Nações Unidas que acontece em Marrakech, no Marrocos, de 7 a 18 de novembro.

A última conferência, a COP-21, aconteceu um ano atrás na França e foi histórica. Na ocasião, 196 países assinaram o Acordo de Paris. Para entrar em vigor, o acordo previa a adesão de pelo menos 55 países, o que já ocorreu. No próximo dia 4/11, o Acordo de Paris vai se tornar lei internacional.

A partir da esquerda, Marcelo Furtado, Elizabeth Farina e Carlos Rittl

A partir da esquerda, Marcelo Furtado, Elizabeth Farina e Carlos Rittl

“Nunca na história deste planeta um acordo foi ratificado tão rapidamente”, lembrou Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima – rede que reúne entidades da sociedade civil para discutir mudanças climáticas e articular a criação de políticas públicas para mitigá-las.

Um dos objetivos do Acordo de Paris é não permitir que a temperatura suba mais do que 1,5°C –  “pois acima desta temperatura colocamos em risco nações inteiras, que literalmente vão desaparecer do mapa ao submergir”, disse Rittl.

O acordo também prevê a descarbonização da economia mundial e o comprometimento dos países ricos em financiar a mitigação das mudanças climáticas nos países em desenvolvimento.

Mas e a COP-22? Segundo o secretário-executivo do Observatório do Clima, o encontro em Marrakech será a oportunidade para se discutir como tirar do papel os compromissos que constam do Acordo de Paris. Como cumprir o acordo? Como os países farão o reporte das suas ações? Como será garantida a transparência?

Mas as iniciativas para o cumprimento do Acordo de Paris não podem ficar restritas aos governos. Para Elizabeth Farina, diretora-presidente da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar, maior organização representativa do setor de açúcar e bioetanol do Brasil), “é preciso construir regras e direcionar investimentos”.

Elizabeth, da UNICA, e Rittl, do Observatório do Clima, durante a happy hour sobre a COP-22

Elizabeth, da UNICA, e Rittl, do Observatório do Clima, durante a happy hour sobre a COP-22

Quando o assunto é buscar soluções junto à iniciativa privada, Rittl cita duas perguntas que “deveriam habitar a mente de todos os CEOS: Qual é a parte que me cabe na NDC [contribuição nacionalmente determinada, ou seja, os compromissos assumidos pelo país]? E qual é a minha estratégia para descarbonização?”.

A boa notícia, segundo Marcelo Furtado, diretor-executivo do Arapyaú e facilitador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, é que “quem vai dizer como as coisas estão indo [em relação à mitigação das mudanças climáticas] é o consumidor, que fará com que as empresas se movimentem, e que os governos também, afinal, os consumidores votam”.

A conversa, na íntegra, pode ser assistida no vídeo abaixo.

HH vai discutir a COP-22 e o clima no Brasil

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Quais foram os avanços desde a última Conferência do Clima? O que esperar da COP-22, que acontece em novembro no Marrocos?

Participe da próxima happy hour do Arapyaú! Com Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, e Elizabeth Farina, diretora-presidente da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).
Quando: quarta-feira, dia 26/10, das 18h às 20h
Onde: Na RAPS – Av. 9 de Julho, 5569, conj 81 – Itaim Bibi – SP
Para confirmar presença, mande um e-mail para arapyau@arapyau.org.br.
As vagas são limitadas. O bate-papo será transmitido ao vivo, neste link.

HH: papo reto para falar de jovens transformadores

Na nossa última happy hour, que rolou no dia 29/8, falamos sobre a atuação do #emmovimento – uma iniciativa colaborativa que conecta pessoas e organizações que trabalham com o propósito de inspirar e impulsionar jovens transformadores.

O #emmovimento surgiu em 2014 e, desde então, tem se dedicado a entender quem atua e como atua nesse campo, a ajudar as organizações a olhar para o seu próprio trabalho com os jovens e a buscar meios para que essas inciativas tenham recursos para seguir atuando.

Carla Cabrera, da Noetá, e Ricardo Leal, do #emmovimento, durante o bate-papo

Carla Cabrera, da Noetá, e Ricardo Leal, do #emmovimento, durante o bate-papo

E para incentivar o debate, o #emmovimento acaba de lançar três números do Papo Reto, uma publicação cujo objetivo é reunir questionamentos acerca da atuação das organizações e dos jovens.

O Papo Reto #1 traz a seguinte pergunta: “E se olhássemos mais a fundo para a relação entre o que de fato queremos transformar e o que temos oferecido aos jovens?”

As edições #2 e #3 do Papo Reto estarão em breve no blog do #emmovimento!

Se quiser assistir ao bate-papo na íntegra:

Happy hour: cidade para pessoas

Tem muita gente que tem promovido pequenas revoluções sobre a percepção do espaço público. Aos poucos, as cidades têm sido “devolvidas” para as pessoas, e elas estão gostando.

Para retomar nossas happy hours no Arapyaú, escolhermos o tema de cidades mais humanas, acolhedoras. Temos algumas perguntas em mente: por que frequentar os espaços ao ar livre, “públicos” e “gratuitos” em grandes centros urbanos tem ficado cada vez mais atraente e mais viável? Como fazer com que as cidades sejam pensadas para as pessoas? Como transformar a cidade com o financiamento coletivo? Como fazer o bom uso compartilhado da cidade?

Nossos convidados serão Deco Benedykt, que faz o Festival CoCidade, e Natalia Garcia, do projeto Cidades para Pessoas. Venha participar com a gente!

Quando: 29 de outubro, quinta, às 18 horas
Onde: Instituto Arapyaú
Avenida Nove de Julho, 5617, 3º andar. Itaim Bibi

Por favor, confirme sua presença clicando neste link.

Esperamos por você!

 

Os novos (e muitos) caminhos da comunicação

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O jornalismo pode ser ativista? Dá pra fazer jornalismo investigativo com poucos recursos? As novas mídias estão matando ou transformando o jornalismo? E como elas podem ampliar o alcance de temas que os veículos tradicionais não cobrem – ou cobrem pouco? De onde virá a inovação na comunicação? Essas foram algumas das questões calorosamente debatidas na primeira happy hour do Arapyaú neste ano, que aconteceu no dia 24/02 no escritório do instituto em São Paulo, com transmissão via internet.

Seis convidados falaram dos seus projetos e das iniciativas de jornalismo digital ou mídia ativismo que colocaram de pé. A maioria, jornalistas que trabalharam em grandes jornais ou revistas pelo país e agora estão em escritórios menores, às vezes no computador de casa mesmo, ou em qualquer lugar onde a notícia está.

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Felipe Seligman – que trabalhou na Folha de S.Paulo por sete anos – começou apresentando o Brio, um site de grandes reportagens que em março publicará sua primeira matéria. A proposta do Brio (uma empresa) é provar que é possível ser lucrativo fazendo conteúdo aprofundado – e multimídia – na internet. Com textos escritos por jornalistas de todos os cantos do planeta, o Brio vai publicar e vender histórias aprofundadas, de assuntos que explicam a realidade, sobre os mais variados temas. Nos Estados Unidos, esse formato é chamado de longform. O Brio tem um modelo de negócios de start ups, comum entre as empresas de tecnologia, e surgiu de uma associação entre jornalistas com experiência em grandes veículos com desenvolvedores de internet – um casamento cada vez mais comum em iniciativas que buscam trabalhar comunicação de forma inovadora.

Natalia Viana foi a responsável pela apresentação da Agência Pública, que faz jornalismo investigativo sem fins lucrativos. A Pública funciona como uma agência de notícias, a exemplo da Reuters, mas sempre com grandes reportagens. Criada em 2011, nasceu com a missão de manter vivo e ampliar o alcance do jornalismo investigativo no Brasil, um formato de reportagens que vêm se tornando cada vez menos presente na imprensa tradicional. Entre seus “eixos investigativos” estão a crise urbana, a violência policial e a Amazônia. Em 2014, a Pública fez o Truco! uma checagem dos dados mais relevantes apresentados pelos presidenciáveis na campanha do ano passado. Em alguns casos, pediam explicações para sobre dados importantes aparentemente insustentáveis, e a isso chamaram de Truco. Cada checagem foi classificada com uma carta, de acordo com o resultado da apuração. O “Blefe” era uma informação falsa; “Não é bem assim”, quando era distorcida; “Tá certo, mas peraí”, quando estava correta, mas merecia ser contextualizada; e “Zap”, para uma informação correta e relevante. Foi uma maneira divertida de tratar de um assunto muito sério.

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A Ponte que nasceu há um ano e está com o site há seis meses, foi apresentada pela Carolina Trevisan. É um grupo de jornalistas que se dedicam a falar de justiça e direitos humanos. Suas reportagens falam de racismo, violência policial e direitos da mulher, por exemplo, sendo que o grupo tem se dedicado também a formar novos jornalistas nessas temáticas. Seu trabalho de maior destaque foi a cobertura da desocupação de um prédio na Avenida São João, em setembro do ano passado. A Ponte foi o único veículo de imprensa a acompanhar de dentro da ocupacão os embates entre a polícia e os sem-teto.

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O InfoAmazônia é um outro projeto inovador, de responsabilidade de Gustavo Faleiros, e tem como diferencial o “jornalismo de dados” – que é quando o foco do trabalho deixa de ser a busca pelo “furo” e passa a ser interpretar o que um certo fato pode realmente significar. Uma das formas mais interessantes de atuação do Inf consiste em articular comunidades para criar notícias usando tecnologia. O primeiro passo do trabalho é agregar dados brutos, às vezes distribuídos de graça pela NASA. Depois, reúnem informações sobre, por exemplo, o desmatamento na Amazônia, somam dados de trabalho escravo do Ministério do Trabalho e aí entra o trabalho de interpretação do que esses dados significam. A narrativa é construída com a utilização dessas informações brutas com a história das pessoas que vivem a realidade dos lugares. “A gente suja o sapato atrás da notícia, mas usando o GPS porque é muito mais fácil”, brincou Faleiros.

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Rafael Vilela, integrante da Mídia Ninja, apresentou o projeto A Conta da Água, que tem feito matérias profundas sobre o problema de seca no estado de São Paulo. Laura Capriglione, hoje na Ponte depois de 17 anos na Folha de S.Paulo, contou um pouco sobre como tem sido fazer essa cobertura numa “mídia alternativa”. O objetivo, segundo ela, é fazer grandes reportagens sem esquecer os valores clássicos do jornalismo: a apuração competente dos fatos, ouvir todos os envolvidos na história, a checagem de dados e a construção de narrativas envolventes.

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O papo dos convidados com a plateia mostrou que estamos passando por um momento muito intenso – e de grandes oportunidades – no universo da comunicação. Duas questões surgiram fortes no debate. Primeiro, a viabilidade financeira das iniciativas. Será possível sustentar o bom jornalismo com recursos da filantropia ou doações do público? Segundo, os limites entre o jornalismo e o ativismo. Como ampliar o alcance da cobertura de temas específicos sem ferir os princípios do jornalismo? Natalia Viana, por exemplo, ressaltou que a “causa” da Pública é o jornalismo, e não algum tema ou “bandeira”. Já Rafael Vilela vê jornalismo e mídia ativismo como complementares. E você, o que acha disso? Fique por perto que a conversa vai continuar.

Conheça:

http://brio.media/pt/

http://apublica.org/

http://ponte.org/

http://infoamazonia.org/pt/

https://medium.com/a-conta-da-agua

E se você não acompanhou a happy hour, assista o vídeo da transmissão:

Basta de desenvolvimento às avessas

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Na próxima semana, a cidade de Lima, no Peru, recebe uma rodada da Conferência das Nações Unidades sobre Mudanças Climáticas, a COP20. Essa será mais uma oportunidade para representantes do mundo todo negociarem metas de reduções de emissões de gases de efeito estufa com medidas que atingem diretamente as empresas, a indústria, a agricultura e, claro, a nossa vida.

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Por isso, a última Happy Hour do Arapyaú de 2014 (no dia 24/11) teve como tema as mudanças do clima. Para tratar de um tema tão amplo, convidamos amigos que têm acompanhado o assunto e contribuído para a democratização do tema no país. Vieram: Beto Veríssimo, pesquisador sênior do Imazon; Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima; Oswaldo Lucon, cientista integrante do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas; e Ricardo Baitelo, líder do projeto de energias renováveis do Greenpeace Brasil.

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·         É preciso rever os velhos hábitos de consumo

Começamos o nosso papo com Lucon falando de ciência. Cinco minutos foram o suficiente para Lucon deixar claro que o aquecimento global está evidente, causado pela intervenção humana, e que o grande desafio do momento é conseguir manter o aumento médio da temperatura do planeta em 2ºC. Mas, pra isso, é necessário rever todos os nossos hábitos de consumo. “Se continuarmos agindo do mesmo jeito, essa aumento a temperatura em 20 anos. Seria como estourar a nossa conta bancária”, disse.

·         As emissões aumentam e fingimos que não é problema nosso

Na sequência, foi a vez de Carlos Rittl falar sobre o cenário das negociações internacionais de clima. Boas notícias: a União Europeia vai reduzir as suas emissões em 40% até 2030, em relação a 1990; os EUA e a China firmaram um acordo no qual o país norte-americano se comprometeu a reduzir as suas emissões entre 26% e 28% até 2025 (em relação a 2005) e o país oriental vai atingir o seu pico de emissões até 2030 para então começar a reduzir.

Más notícias: o Observatório do Clima publicou o seu estudo sobre as emissões do Brasil em 2013 e constatou-se que elas aumentaram em 7,8%. Além disso, o governo não tem mostrado priorização no assunto. “O que temos são só compromissos genéricos como ’nós vamos continuar nos esforçando para atingir as nossas metas estabelecidas para 2020’.”  Ou seja, as emissões devem continuar subindo.

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·         Vivemos um desenvolvimento às avessas

O desmatamento é o maior responsável pelas emissões do Brasil, com 37% do total. As emissões de energia estão em segundo lugar, com 30%. Além disso, explicou Ricardo Baitello, os setores da indústria e transporte representam um “cenário pavoroso” com as  termoelétricas chegando com tudo no país e o etanol e biodiesel ainda muito desvalorizados. “A sensação é a de que estamos em um desenvolvimento às avessas”. Baitelo comemorou os avanços do Brasil na área de energias renováveis, como a eólica, que gira o montante de R$30 bilhões por ano, e a solar, que teve o seu primeiro leilão em 2014, está com preços competitivos e tem tudo para crescer cada vez mais no país.

·         Nenhum desmatamento deve ser tolerado

Nos últimos dez anos, o Brasil conseguiu reduzir em 83% o desmatamento da Amazônia e isso puxou para baixo as emissões do país. No entanto, a destruição das florestas voltou a crescer em 2013. Beto Veríssimo disse que está claro que temos que buscar o desmatamento zero. Pra dar certo, é preciso atuar em três frentes: transformar áreas devolutas em áreas protegidas, transformar assentamentos em assentamentos verdes; e associar o desmatamento com a produção agrícola utilizando softwares para acompanhamento.

·         Juntar lé com cré

Os convidados concordaram sobre a importância de desfragmentar, de reunir todos os preocupados com o clima para trabalhar juntos e atingir resultados de impacto. Baitello defendeu uma transformação na maneira como comunicamos a questão para haver mudança de comportamento. “Me perguntam quanto vai custar instalar um painel solar, mas a pergunta deveria ser quanto vão economizar ao longo da vida útil do painel”.

Em 2015 seguiremos com nossos encontros e trocas. Vamos pensar juntos nesses assuntos tão relevantes para o crescimento responsável do Brasil.

E se você perdeu a nossa happy hour sobre clima, não fique triste, gravamos tudinho e colocamos no nosso canal do Youtube .

 

Transparência e participação: é esse o sonho dos jovens na política

Facilitação Final

Quase 60% dos jovens brasileiros não se sentem representados pelos partidos políticos. Esse é apenas um dos muitos dados surpreendentes que a pesquisa realizada pela Box 1824 apresentou para os convidados da nossa última happy hour.

Na quarta, 22/10, recebemos duas realizadoras do Sonho Brasileiro da Política – Carla Mayumi e Beatriz Pedreira – para compartilhar o resultado da apuração feita depois das manifestações de junho do ano passado. Na verdade, motivada pelas manifestações.

Carla Mayumi, da Box 1824, conduziu a apresentação da pesquisa

Carla Mayumi, da Box 1824, conduziu a apresentação da pesquisa

A Box falou com 1400 pessoas em diferentes partes do país, entre 18 e 32 anos. Destacamos três pontos que chamaram nossa atenção:

  1. Dezesseis por cento dos entrevistados atuam politicamente e são motivados pelas seguintes causas:
    • 61% querem promover a cultura de paz
    • 60% igualdade social
    • 58% meio ambiente
    • 58% cultura de periferia
    • 55% internet livre
  2. O surgimento do hacker político: jovens que decifram os códigos de fazer politica, simplificam e compartilham com qualquer interessado os segredos por trás das palavras da lei.
  3. Existem muitos cidadãos interessados em discutir os problemas da sua comunidade e que continuam a se encontrar para tentam mudar o cotidiano. A essas reuniões, a Box deu o nome de células democráticas.

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Entre os exemplos de células estão o A Batata Precisa de Você (SP), Ocupa Cais Mauá (RS), Espaço Luiz Estrela (MG), Politiquê? (PE) e Assembleia Popular Horizontal (MG). Em Belo Horizonte, a Assembleia Popular Horizontal virou um espaço de discussões semanais desde sua primeira sessão no dia 18/6/2013. Não é uma convocação para manifestação, mas para um fórum de diálogo autônomo que formula pautas e propostas para próximas mobilizações.

Todos os detalhes da pesquisa estarão no site da Box1824 na próxima semana. Lá, será possível ver os dados por região, por gênero, por faixa de renda. O que apareceu mais forte na conclusão do Sonho Brasileiro da Política é que transparência e participação é um pedido de todos.

Um resumo de como foi a noite está na facilitação gráfica abaixo:

Facilitação Final

*** Houve transmissão por hang out e, se ficou curioso para saber como foi, basta clicar aqui para assistir.

** Os slides da palestra também estão disponíveis em http://sonhobrasileirodapolitica.com.br/wp-content/themes/inspire/pdf/pesquisa.pdf

Obrigada a todos os que participaram!

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Happy hour de comunicação: foi legal?

foto do aquario2

A gente demorou um pouquinho pra contar como foi nossa última happy hour, mas, como dizem, antes tarde do que nunca! Bom, na quinta retrasada, 18/9, reunimos aqui no escritório de SP do Arapyaú, cerca de 40 simpáticas pessoas que estavam à procura de uma resposta: a sustentabilidade pode ser sexy?

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Até o Capitão Planeta apareceu na happy hour para contar sobre seus desafios de salvar o mundo

A conversa, que na verdade era mais uma provocação, tinha o objetivo de entender porque tantas vezes falamos sobre sustentabilidade de um jeito chato, cheio de jargões e que mais afastam as pessoas do que atraem. No fundo, o assunto interessa a muita gente, mas o jeito que se fala sobre ele é que não é muito “sexy”.

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O resultado da facilitação gráfica por Muriel Duarte e Gui Neves

Em post-its, os convidados escreveram perguntas sobre o tema, veja só algumas:

  1. como seria se a sustentabilidade fosse sexy?
  2. de que forma levar a sustentabilidade para a sociedade de forma atraente e tornar a coisa natural?
  3. como colocar a sociedade no clima?
  4. como acabar com o “onguês”?
  5. o que é sexy pra você?
  6. como falar com quem não é engajado?
  7. como não ter que falar sobre sustentabilidade, torná-la algo tão desejado que não precise ser expurgado?

Para ilustrar alguns casos em que alguma instituição conseguiu ser atraente e falar com vários públicos sem usar nenhum clichê, a Lisa Gunn, do Greenpeace, por exemplo, mostrou alguns vídeos produzidos por eles. O que mais arrancou risadas do pessoal foi esse aqui do tigre de sumatra cantando contra o uso do óleo de palma (que causa desmatamento) usado na linha Head&Shoulders, da P&G.

Outro famoso vídeo do Greenpeace (passou na televisão por muito tempo) foi o namoro das baleias, vcs lembram? Com uma brincadeira, a propaganda consegue atingir o objetivo (“cuidem das baleias”) e causar simpatia pelo tema, sem mostrar as tragédias e matanças às quais as baleias estão expostas.

O Coletivo Clímax Brasil abusou (no bom sentido, claro)! Eles têm como foco as mudanças climáticas, mas fazem isso de um jeito provocativo, que já começa pelo nome. Entre as 69 ações que eles devem fazer ainda este ano, houve a EtiquetAÊ  (que incentiva a sociedade a comer menos carne) e o Varal de Biquini (trocas públicas de roupa de banho para alertar sobre o aquecimento global). Na happy hour, o Pedro Telles e Raquel Rosenberg mostraram algumas fotos dos happenings deles.

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Quer dizer, se tem como falar de mudança do clima de um jeito sexy, é possível fazer muita coisa na comunicação para atrair a atenção do mundo, certo?

Todos que quiseram tiveram a chance de falar um pouquinho durante a happy hour. Não houve um palestrante apenas, mas a formação de um “aquário” (quatro cadeiras em que três pessoas se sentaram e quando um quarto ocupava a cadeira vazia, alguém se levantava para o outro poder ter vez de falar) e quem estava com o microfone na mão pôde falar sobre seus principais desafios e ansiedades com relação ao tema. Mas não foram só lamentos, é claro. Muita gente compartilhou o que vem dando certo nas suas organizações.

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Por fim, a nossa Júlia Pereira, sem ensaiar com ninguém, deixou uma reflexão: quando ela era criança e escoteira, tinha uma regra nos acampamentos que não permitia deixar o lugar pior do que estava antes do grupo chegar. “Nem uma fibra de sizal fora do lugar”, dizia o líder. Ela disse que isso foi de grande importância pra vida dela, que aprendeu a respeitar e cuidar da natureza, mas que no final das contas, quando voltava para casa, só contava para os pais sobre suas aventuras no mato, mas aprendeu, no coração, a respeitar a natureza, mas sem falar sobre isso.

Enfim, foi uma noite muito agradável pra todos nós e queremos fazer várias dessas horas felizes para conhecer mais pessoas que estão tentando transformar o Brasil em um lugar mais justo, e mais sexy também!

Ah! E sobre a pergunta lá de cima… Foi superlegal!