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Publicação destaca participação da sociedade em agendas para cidades sustentáveis

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A ONU-Habitat estima que, até 2050, haverá 10 bilhões de pessoas no planeta, com 66% delas vivendo em áreas urbanas. Para promover a todas essas pessoas o acesso equitativo a oportunidades e recursos que uma cidade pode oferecer, esse processo deve ser feito com a ampliação da arena de atuação política e a inclusão de vozes e interesses diversos, na busca de prioridades comuns. De pequenas cidades a regiões metropolitanas, o caminho para a sustentabilidade urbana passa necessariamente por integrar pessoas, políticas, recursos, projetos. É o que se chama de governança participativa.

Nesse contexto, o Instituto Arapyaú e o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVces) acabam de publicar uma análise sobre quatro experiências brasileiras de engajamento e participação da sociedade na construção de planos de longo prazo para a sustentabilidade em áreas urbanas.

A obra “Construindo a participação em agendas para cidades sustentáveis” relata como as cidades de Curitiba (PR), Sobral (CE) e Três Lagoas (MS), mais a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, organizaram, cada uma à sua maneira, uma forma de identificar e debater soluções para os desafios de um urbanismo sustentável, que envolvesse de maneira efetiva todos os setores da sociedade.

A equipe do GVces foi a campo conhecer as diferentes experiências de arranjos participativos locais das iniciativas apoiadas e cofinanciadas pelo Instituto Arapyaú, por meio do programa Cidades e Territórios. O fio condutor do estudo, segundo os autores da obra, foram os “novos modelos de governança e tecnologias sociais participativos para a confecção de agendas voltadas a cidades sustentáveis.”

A publicação está dividida em quatro capítulos, que discutem, de maneira concisa e clara, o que é uma cidade sustentável, a importância da governança e da participação cidadã e as iniciativas analisadas, além de apontar recomendações para agendas de longo prazo.

O objetivo da obra não é dar um passo a passo de como promover espaço, engajamento e participação efetivos dos cidadãos, mas inspirar experiências semelhantes, contribuindo, assim, para a construção de agendas locais participativas e de longo prazo.

Acesse a publicação aqui.