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Happy hour: cidade para pessoas

Tem muita gente que tem promovido pequenas revoluções sobre a percepção do espaço público. Aos poucos, as cidades têm sido “devolvidas” para as pessoas, e elas estão gostando.

Para retomar nossas happy hours no Arapyaú, escolhermos o tema de cidades mais humanas, acolhedoras. Temos algumas perguntas em mente: por que frequentar os espaços ao ar livre, “públicos” e “gratuitos” em grandes centros urbanos tem ficado cada vez mais atraente e mais viável? Como fazer com que as cidades sejam pensadas para as pessoas? Como transformar a cidade com o financiamento coletivo? Como fazer o bom uso compartilhado da cidade?

Nossos convidados serão Deco Benedykt, que faz o Festival CoCidade, e Natalia Garcia, do projeto Cidades para Pessoas. Venha participar com a gente!

Quando: 29 de outubro, quinta, às 18 horas
Onde: Instituto Arapyaú
Avenida Nove de Julho, 5617, 3º andar. Itaim Bibi

Por favor, confirme sua presença clicando neste link.

Esperamos por você!

 

Uma manhã para pensar na medição dos impactos sociais

Ontem, dia 23/10, nós do Arapyaú, em parceria com o GIFE, organizamos uma manhã sobre impacto social. O bom e velho café da manhã com pílulas de conhecimento. Alguns representantes de institutos e fundações estiveram presentes, entre eles, Instituto Ayrton Senna, Itaú Social, Fundação Roberto Marinho MOV Investimentos, entre outros.

Começamos com a apresentação de Sergio Lazzarini, coordenador do Núcleo de Medição para Investimentos de Impacto do INSPER, que nos contou sobre os desafios de mensuração de impacto socioambiental de projetos. Essa discussão vem se intensificando no campo de investimento de impacto.

Isabel Santana, superintendente do Itaú Social, narrou um pouco da trajetória da fundação que vem trabalhando com avaliação de impacto social há dez anos. Eles oferecem cursos de formação no tema e todos os conteúdos desenvolvidos estão disponíveis no site da fundação.

Doutorando em Harvard, Guilherme Lichand falou sobre retorno social e financeiro e disse que sua universidade está desenvolvendo, ao lado do Banco Mundial, uma plataforma para apoiar a conversão de retorno social em retorno financeiro.

Marcos Lopes, da consultoria MGOV, apresentou metodologia, casos e aplicações de avaliação de impacto social utilizando telefones celulares. Segundo ele, a pesquisa com celulares mostra-se bastante acessível, pelo potencial de alcance (90% dos lares brasileiros possuem pelo menos um aparelho) e baixo custo.

Foi uma manhã muito rica que reforçou nossa percepção sobre o quão desafiador é avaliar o impacto social dos projetos. Saímos com a certeza de que não falta vontade em aprimorar e se aprofundar no tema para que possamos ampliar os impactos positivos de nossos projetos. Ficamos muito felizes em proporcionar, junto com o GIFE, esse momento de aprendizado.

 

* Este texto foi escrito pela Thaís Ferraz, gerente de conhecimento do Arapyaú

Uma semana cheia de smart ideias para o futuro

Para mudar uma cidade, é preciso liderança política, prioridades claras e coragem de tomar decisões. Liu Thai Ker, arquiteto, urbanista e diretor-presidente do Centre for Liveable Cities

Na semana passada, a nossa colega Mafoane esteve em dois eventos superbacanas aqui em São Paulo e ela resolveu compartilhar no nosso blog as ideias e pensamentos que surgiram de lá. Acompanhe:

Cidades Inteligentes 

Cidades são grandes construções sociais da humanidade, não só pela sua complexidade, mas por sua capacidade de aproximar pessoas e facilitar o encontro de interesses comuns. A melhora das cidades brasileiras representa uma grande oportunidade para o desenvolvimento do país e de sua população, mas os conhecidos problemas delas exigem um olhar multidisciplinar e integrador sobre esses territórios.

A partir disso, no dia 23 de setembro aconteceu, em São Paulo, o Smart Cities Fórum Brasil, que teve o objetivo de debater e apresentar maneiras inteligentes e criativas para solucionar desafios de integração vivenciados pelas cidades brasileiras. O evento foi organizado pelo Valor Econômico e pela Hiria e contou com a participação de gestores públicos, operadores de serviços públicos, empreendedores de soluções tecnológicas, financiadores, construtores e planejadores urbanos.

Smart cities Hiria

Os participantes puderam conhecer o que já foi realizado e como replicar os modelos bem sucedidos de cidades inteligentes brasileiras, debater planejamentos estratégicos que incentivam a construção de ambientes urbanos inteligentes no Brasil, entender o papel de cada um dos personagens e comparar a estruturação jurídica, viabilidade econômica e legislações de incentivo que proporcionaram o desenvolvimento do conceito em outras localidades no mundo.

A tecnologia pode transformar a mobilidade, os serviços públicos, a transparência, o uso de recursos naturais e os consequentes impactos para as empresas públicas, privadas e os cidadãos das cidades brasileiras, mas é ficou claro que é importante e necessário transcender a agenda política e planejar e implementar soluções para o longo prazo.

Arq. Futuro: A Cidade e a Água

O Arq. Futuro promoveu o fórum A Cidade e a Água, com arquitetos, urbanistas, gestores públicos, empresários e especialistas nacionais e internacionais, para discutir os desafios das cidades em tempo de escassez de recursos hídricos.

"Resiliência é um grupo de iniciativas para transformar cidades em locais mais adaptáveis a mudanças climáticas", Alexandros Washburn, ex-chefe de design urbano de NY

“Resiliência é um grupo de iniciativas para transformar cidades em locais mais adaptáveis a mudanças climáticas”, Alexandros Washburn, ex-chefe de design urbano de NY

Shigeru Ban, arquiteto japonês vencedor do Prêmio Pritzker 2014, e Liu Thai Ker, arquiteto, urbanista e diretor-presidente do Centre for Liveable Cities, que apresentou a superação de desafios que levou à evolução urbana da cidade-estado asiática Singapura, foram destaques nos debates sobre desenvolvimento urbano e gestão das águas.

Além dos renomados arquitetos mencionados, prefeitos, economistas, legisladores, ativistas e cientistas políticos, propiciaram um debate plural voltado à qualificação do espaço urbano.

Para mudar uma cidade, é preciso liderança política, prioridades claras e coragem de tomar decisões. Liu Thai Ker, arquiteto, urbanista e diretor-presidente do Centre for Liveable Cities

Um dos fóruns mais importantes de arquitetura e urbanismo do país, o Arq.Futuro promove eventos em diferentes cidades, com o objetivo de descentralizar discussões sobre desenvolvimento urbano, disseminar informações e contribuir para a formação de uma agenda positiva em áreas como planejamento, sustentabilidade, mobilidade, habitação e lazer.

Como plataforma de discussão sobre cidades, o Arq.Futuro produz conteúdo em formato impresso, digital e audiovisual, no sentido de democratizar sua produção e atrair o público para um debate permanente.

Ethos inova em sua conferência 360º

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Semana passada, a cidade de São Paulo recebeu mais uma conferência do Instituto Ethos, reconhecida como um espaço para discussões, debates, troca de contatos e ideias sobre o papel das empresas na sustentabilidade. Mas, este ano, os participantes tiveram uma grande surpresa com o formato inovador do evento.

Batizado como Conferência Ethos 360º, o evento aconteceu no gigantesco Golden Hall, do World Trade Center, e – pasmem – várias plenárias acontecendo ao mesmo tempo, no mesmo lugar sem paredes, sem portas, sem separações e com os palestrantes interagindo sem grandes palcos ou estruturas que os separam da plateia. Já na entrada, os participantes recebiam um rádio com fone de ouvido e bastava conectar o rádio no canal do evento que queria participar e pronto: o som do palestrante no seu ouvido! Se quisesse trocar, era só mudar de canal e acompanhar outra palestra ou debate virando o banquinho.

conferencia ethos

As atividades, em si, trouxeram os temas já bastante presentes na área de sustentabilidade, como novos modelos de negócios, desafios do clima, o cenário político e cidades, entre outros.

Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, no evento Cidades Sustentáveis – Um Diálogo com Prefeitos Foto Clóvis Fabiano

No entanto, o Ethos inova ao mostrar que é possível discutir novos modelos de se fazer empresas e de se administrar cidades, estados e o países sem barreiras, sem separar as pessoas em seus “quadrados”, passando a clara mensagem de que a mudança que queremos promover no mundo precisa ser feita a partir da união de diferentes atores, uma mudança 360º.