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Educação para sustentabilidade e qualidade de vida serão debatidos em Ilhéus

do Instituto Nossa Ilhéus

O conceito de educação para sustentabilidade está baseado no aprimoramento da consciência crítica da sociedade. Alinhado com esse pensamento, o Improviso, Oxente! – debates temáticos com intervenções artísticas – tem como tema da próxima terça (23/8) Educação para a sustentabilidade e qualidade de vida, um dos eixos do Programa Cidades Sustentáveistrazendo a discussão para o âmbito municipal. O encontro é aberto ao público e acontece a partir das 19h, na Tenda Teatro Popular de Ilhéus, na Avenida Soares Lopes.

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Desta vez, o debate terá como painelistas a diretora do departamento de Ciências Contábeis de Administração da Universidade Estadual de Santa Cruz, Sônia Fonseca, e a coordenadora geral institucional do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), Eurivalda Santana. Pela importância do assunto, além da sociedade civil, também são esperados candidatos a prefeito e a vereador.

No Brasil, este tema ganhou visibilidade com a aprovação, em 2014, do Plano Nacional de Educação (PNE), que contou com forte participação da sociedade civil organizada. Para uma atuação sistêmica que atinja os resultados, o Programa Cidades Sustentáveis sugere 37 indicadores, que são dados numéricos que mostram a evolução ou não do setor e permitem a formulação, o monitoramento e a avaliação de programas e políticas públicas. Uma gestão que adote o uso desses dados consegue apontar causas de problemas e soluções possíveis com mais facilidade, conseguindo uma execução de políticas públicas mais eficiente. Durante o debate, o público poderá sugerir outros indicadores que sejam necessários para acompanhar em Ilhéus.

Promovido pelo Instituto Nossa Ilhéus em parceira com o Teatro Popular de Ilhéus, este será o oitavo de uma série de 13 encontros semanais, que acontecem sempre às terças-feiras, e visam à discussão sobre a Ilhéus que queremos em 2020. Cada encontro aborda necessidades prioritárias da cidade a partir de indicadores baseados nos 12 eixos Programa Cidades Sustentáveis, e o público presente terá a oportunidade de escolher os que julga prioritários para o devido acompanhamento do gestor eleito para exercer o próximo mandato.

Instituto Nossa Ilhéus – Fundado em 09 de março de 2012, o INI é uma iniciativa da sociedade civil organizada, apartidária com o título de OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.  Busca a aproximação da sociedade civil e do poder público em suas ações, tendo como eixos de atuação a Educação para Cidadania, o Monitoramento Social e o Impacto em Políticas Públicas. Atua no sentido de promover o impacto social que educa e, para isso, promove o monitoramento social, mobilizando e intervindo na realidade política e social do município. O Instituto está aberto a todos que desejem engajar-se em suas atividades. Localiza-se na Rua Eustáquio Bastos, nº 126, 8º andar do Edifício Kauffman, no Centro, em Ilhéus. Acompanhe também a fanpage facebook.com/InstitutoNossaIlheus.

Teatro Popular de Ilhéus – Fundado há 21 anos, é uma das 15 instituições apoiadas pelo programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). O TPI administra a Tenda Teatro Popular de Ilhéus. A programação mensal do espaço cultural pode ser conferida em aqui ou pelo aplicativo gratuito Tenda Teatro Popular de Ilhéus, disponível no Google Play.

Programa Cidades Sustentáveis – É uma iniciativa de três organizações da sociedade civil –Rede Nossa São Paulo, Rede Social Brasileira por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis e o Instituto Ethos –, que oferece uma agenda completa de sustentabilidade urbana, um conjunto de indicadores associados a esta agenda e um banco de práticas com casos exemplares nacionais e internacionais como referências a serem perseguidas pelos municípios. Acesse e conheça o Guia da Gestão Pública Sustentável. O Instituto Nossa Ilhéus compõe a Secretaria Colegiada da Rede Brasileira por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis.

(Foto Tacila Mendes)

 

Encontro nacional da rede de apoio à educação

Encontro anual RAE 20 10 2015

O Instituto Natura realizou nos dias 20 e 21 de outubro, o III Encontro Nacional da Rede de Apoio à Educação – RAE, no Rio de Janeiro. A RAE do Sul da Bahia é apoiada também pelo Arapyaú e hoje já reúne mais de 30 municípios.

No encontro, foi divulgado o resultado da pesquisa MAPEAL, estudo que retrata o mapa da Política de Educação na América Latina. A pesquisa analisou as políticas educacionais implementadas em sete países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Uruguai, México e Peru) que participam regularmente do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), de 2000 até 2012.

Polos da RAE de São Paulo, Bahia e Pará compartilharam suas experiências bem sucedidas na cooperação entre municípios e também na implementação do Trilhas, Comunidade de Aprendizagem, Conviva Educação e Plano de Cargo Carreira e Remuneração – PCCRs.

Escola em Uruçuca é pioneira no país

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A primeira comunidade de aprendizagem de educação infantil do Brasil fica em Serra Grande (na Bahia) e está transformando a vida de crianças e adultos. Esta matéria foi publicada no site do Instituto Natura e resumido aqui. Para a história completa, clique aqui.

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A Escola de Educação Infantil Eva Santos fica na vila de Serra Grande, distrito do município de Uruçuca, sul da Bahia. Destino turístico, o tranquilo povoado é cercado de natureza deslumbrante: praias, parques naturais, trilhas e cachoeiras em meio à Mata Atlântica.

Até o ano passado, no entanto, a escola nunca tinha levado seus alunos para um passeio pelos arredores. A partir do segundo semestre de 2014, isso mudou: organizou saídas à praia, ao parque do Conduru e a diferentes bairros da comunidade. O que motivou essas mudanças? A oportunidade de sonhar uma nova escola.

Em agosto, a escola Eva Santos tomou a decisão de transformar-se em uma Comunidade de Aprendizagem. Junto com essa decisão, vários sonhos apareceram: mais saídas e passeios, com participação dos pais, qualificação de professores, formação de familiares, novos brinquedos, cabana, um freezer novo.

As Comunidades de Aprendizagem

Comunidades de Aprendizagem é uma proposta de transformação social e cultural com a participação de todas as pessoas que estão envolvidas com a escola: educadores, gestores, familiares e comunidade de entorno. A proposta está presente no ensino fundamental para crianças e para pessoas adultas.

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A Eva Santos é a primeira escola de educação infantil a transformar-se em Comunidade de Aprendizagem no Brasil. A diretora Liziania Madureira participou do IV Encontro Internacional de Comunidade de Aprendizagem, em São Paulo, em 2014, onde pôde conhecer mais profundamente a proposta e as experiências de escolas da Espanha e do Rio de Janeiro. “Eu pensava: ‘Isto é tudo que estamos querendo fazer na escola, agora mais organizado, estruturado’”, conta.

Em novembro passado, a escola começou a implementar duas Atuações Educativas de Êxito: Grupos Interativos (de linguagem oral e matemática), para as duas turmas de 5 anos, e Formação de Familiares, ambas uma vez por semana. Apesar do pouco tempo, já se observam mudanças positivas.

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As gestoras consideram que melhorou a convivência e aumentou a solidariedade entre os alunos. Elas destacam, também, uma mudança na relação entre professoras e alunos. Maiane Barbosa, professora do grupo da tarde, vê resultados na aprendizagem dos alunos e em sua própria atuação profissional. “Eles estão desenvolvendo mais a oralidade. Tem casos de crianças que não participavam e não se expressavam claramente e agora já podemos entender o que dizem, perderam a vergonha.”

Em 2015, o plano é fazer os grupos em todas as turmas da escola. O desafio, aponta Luciana, será mobilizar e manter os voluntários.

Formação de Familiares

Uma dos muitos sonhos da Eva Santos é a formação de familiares. Conforme solicitado pelas participantes, o conteúdo da formação é alfabetização. A formadora é a pedagoga Márcia de Oliveira, voluntária da comunidade especializada no tema.

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Renilda Santos, 47, mãe do aluno Marlon, conta que cresceu na zona rural, em uma família numerosa, e teve que deixar para trás os estudos, para trabalhar e ajudar os pais. “Eu entrei no colégio grande já. Estudei até a quarta série. Mas quarta fraca mesmo, fraca, fraca”, diz. Para ela, poder estudar enquanto o filho está na escola é uma grande vantagem, pois em outros horários não teria com quem deixá-lo. E apesar das dificuldades, de sentir às vezes que “a mente está fechada”, está determinada a aprender.

Nerivalda dos Santos, 51 anos, se emociona ao falar das oportunidades de trabalho perdidas por não ser alfabetizada. “Agora estão me ensinando como se eu fosse uma criança. Hoje eu sinto que vou aprender. Estou achando que estou me desenvolvendo melhor, apesar dos poucos dias que estou aqui.”

Após a aula, elas seguem para a sala da turma de 5 anos de período integral, para participar como voluntárias nos Grupos Interativos. Segundo elas, é ótimo porque reforçam a alfabetização e aprendem junto com as crianças. “É bom que vai abrindo a mente”, diz Renilda, rindo.

Compromisso com a transformação

O grande desafio, segundo as gestoras, é mobilizar mais a comunidade. “Está começando a acontecer, mas é pouco ainda. É uma mudança de cultura mesmo. A gente também não se abria, só chamava os pais pra informar, não chamava pra participar”, observa Liziania.

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Apesar dos desafios, ela avalia que a escola já avançou muito. “A gente está vendo as crianças se envolvendo, os professores, os auxiliares. A relação entre o pessoal da equipe da escola melhorou muito, especialmente do meio do ano pra cá. Aumentou o diálogo, está mais unida. Está valendo a pena”, conclui.

A transformação da escola Eva Santos em uma comunidade de aprendizagem foi possível graças à articulação do Instituto Natura e do Instituto Arapyaú com a Secretaria de Educação de Uruçuca.

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Para saber mais sobre a projeto, clique aqui:

http://www.comunidadedeaprendizagem.com/