Happy hour divulga pesquisa sobre doação no Brasil

Quem doa hoje no Brasil? O que fazer para aumentar o número de doadores? Quantos reais são doados todo ano no país? Que palavras devem ser usadas quando estamos falando de captação de recursos?

Na nossa última happy hour, no dia 28/6, Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), apresentou os primeiros resultados da PESQUISA DOAÇÃO BRASIL.

Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS, apresenta a pesquisa no Arapyaú

Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS, apresenta a pesquisa no Arapyaú

A pesquisa foi realizada em duas etapas: em outubro de 2015, dez grupos focais trabalharam para produzir os questionários. E em março e abril deste ano, foram feitas as entrevistas, com população urbana, maior de 18 anos, com renda acima de um salário mínimo. As perguntas se referiam a doações feitas em 2015, e foram entrevistadas, nessa segunda etapa, 2.230 pessoas.

O trabalho foi realizado pelo IDIS e Gallup, e contou com diversos parceiros, entre eles o Instituto Arapyaú*.

Ao pensar em desenvolver uma campanha por uma cultura de doação, a equipe do IDIS percebeu que não existiam dados sobre o tema. Partiram então para uma pesquisa para descobrir quem são as pessoas que fazem doação no Brasil. A PESQUISA DOAÇÃO BRASIL tem foco maior em doação de dinheiro, mas também foram consideradas doações de bens (alimentos, roupas etc.) e doação de tempo (trabalho voluntário).

Um dos achados da pesquisa é que o brasileiro doa por ano, em média, R$ 486 (sendo que o valor mais respondido foi R$ 240). A soma das doações chega a R$ 13,7 bilhões por ano, número que corresponde a 0,23% do PIB do país. Nos EUA, esse número sobe para 1,45%. Calcula-se que empresas no Brasil doem entre R$ 3 bilhões e R$ 8 bilhões por ano.

No ano passado, 34% dos entrevistados disseram ter feito trabalho voluntário; 62% doaram bens e 52% doaram dinheiro. Ou seja, mais da metade dos entrevistados! Das pessoas que fazem doação em dinheiro, 57% têm 50 anos ou mais, 42% são homens e 49%, mulheres.

Outro dado que chama a atenção é a resposta dada à pergunta “o doador deve falar que doa?” Entre os doadores, 87% acham que a doação não deve ser comentada, e entre os não doadores 82% também disseram que não.

E para falar de doação, que palavras são conhecidas? Solidariedade e caridade. E as mais desconhecidas são negócio social e filantropia.

Os números são muitos, e a pesquisa deverá embasar uma campanha para fortalecer a cultura de doação no Brasil.

No dia 18 de agosto, o IDIS fará uma nova divulgação de dados da pesquisa que estão sendo compilados. Para quem quiser participar, basta enviar um e-mail para comunicacao@idis.gov.br.

E se você perdeu a happy hour, mas quer saber mais sobre o que foi conversado, pode assistir ao bate-papo aqui:

 

*O Instituto Arapyaú apoia iniciativas voltadas à cultura de captação e doação de recursos. Entra elas, estão o Fundo BIS, lançado em 2015 e que apoiará projetos que fortaleçam a cultura de doação, e a Captamos, plataforma de disseminação de conhecimento em captação de recursos que será lançada oficialmente em setembro deste ano.

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