Tá duro ser paulistano

vc está satisfeito

É… que não estava fácil todo mundo já desconfiava, mas a 6ª pesquisa IRBEM, divulgada hoje pela Rede Nossa São Paulo e Fecomercio, transformou em números a insatisfação do paulistano.

O indicador IRBEM, que mostra a percepção da população da maior metrópole do país, até melhorou (de 4,8 para 5,1), mas dos 169 itens avaliados (com notas que poderiam variar de 1 a 10), 139 (82%) ficaram abaixo da média.

As perguntas da pesquisa estão relacionados com questões objetivas de vida na cidade – saúde, educação, meio ambiente, habitação e trabalho – e também às questões subjetivas, como sexualidade, espiritualidade, consumo e lazer.

A novidade deste ano é a inclusão da crise hídrica como um fator que influencia a vida do paulistano. Oitenta e dois por cento disseram que acham que a cidade corre grande risco de ficar sem água nos próximos meses e 68% já tiveram problemas de abastecimento.

A Câmara Municipal foi avaliada como “ruim/péssima” por 55% das pessoas, que também estão insatisfeitos com outras instituições governamentais, tais como transporte e trânsito, acessibilidade para pessoas com deficiência, segurança, desigualdade social e transparência e participação política.

O Ibope – que foi a campo entre novembro e dezembro de 2014 com 1512 pessoas – fez esta análise baseada numa pesquisa chamada de Forças, Fraquezas, Oportunidades e Prioridades. As áreas com maior satisfação do paulistano são: relações humanas (nota 6,1), religião e trabalho. E as de menor satisfação são desigualdade social (nota 3,8), segurança e transparência politica.

"O prefeito Haddad inicia seu discurso falando sobre os  três pontos principais de planejamento para SP a longo prazo: 1. Renegociar a dívida com a União, 2. Trazer o PAC pra São Paulo,  3. Plano diretor "

O prefeito Haddad inicia seu discurso falando sobre os três pontos principais de planejamento para SP a longo prazo: 1. Renegociar a dívida com a União, 2. Trazer o PAC pra São Paulo,
3. Plano diretor

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que encerrou a apresentação dos dados do IRBEM nesta quinta-feira (22/1), fez uma observação que vale a pena refletir: boa parte dos problemas da cidade são de ordem comportamental, por isso, de certa maneira, são difíceis de resolver. Gasta-se, exemplificou, R$ 1 bilhão por ano para varrer as ruas. Isso é sujeira gerada pelos indivíduos e que, com mudança nos hábitos, poderia permitir que o município usasse esse montante em outras áreas.

O IRBEM foi criado pela Rede Nossa São Paulo, que em 2009 realizou a pesquisa inédita para elaborar indicadores que reúnem também aspectos subjetivos sobre as condições de vida em São Paulo.

Para acessar a pesquisa completa, clique aqui.

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